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Memória e Red Outs

1. Memória: é a capacidade de fixar, conservar e evocar os acontecimentos.

2. Memória Imediata, Recente, Anterógrada (bioelétrica): relacionada a fatos recentes.

3. Memória Mediata, Antiga, Retrógrada (bioquímica): lembranças do passado distante.

4. Memória de Curto Prazo: retenção de baixo nível de elaboração e por um curto espaço de tempo. (por exemplo, um minuto).

5. Memória a Longo Prazo: armazena itens de um modo mais complexo e por um espaço de tempo bem maior. Existem alterações Quantitativas e Qualitativas da memória. Qualitativas: amnésia – é a perda total da memória; Hipomnésia – é a perda parcial da memória. Quantitativas: dejá vu (...) pode ocorrer também em relação ao olfato. Jamais vu.

Quando algumas peças da memória se decompõem, o mundo percebido troca de forma. Síndrome de Korsakoff: geralmente associada ao uso de álcool; Síndrome Alzheimer: demência com perda progressiva de memória. Um homem sem memória se transforma num homem sem história. Outras alterações: Ilusões mnêmicas: ocorre uma deformação da memória pelo acréscimo de elementos falsos.

Alucinações mnêmicas: criações imaginativas com aparência de lembranças.Fabulações: preenchimento de lacunas da memória com conteúdos imaginativos (criança ou adulto).

RED OUTS (1930): um tipo particular de amnésia para um crime violento, carregado por intensos sentimentos de raiva, que não pode ser explicado pelo uso do álcool, de drogas ou por disfunção orgânica.
Elementos básicos do RED OUTS: memória intacta antes e depois do ataque violento; um sentimento incomum de fúria associado ao crime; ausência de álcool, drogas ou base orgânica para a amnésia. as emoções podem aumentar ou diminuir a memória dos fatos. Podemos recordar detalhes específicos ou detalhes emocionais.

RED OUTS: a intensidade do afeto ou humor empregado no momento do fato foi muito maior do que aquele existente no momento da tentativa da recordação desse mesmo fato, o que modifica consideravelmente a situação.

RED OUTS é uma forma particular de amnésia dissociativa-seletiva, restrita ao evento ou episódio geralmente singular, como o homicído intrafamiliar, especialmente contra o cônjuge.

Psicanálise (Freud): memórias reprimidas (mecanismo de defesa EGO).

SUPERGO: fato inaceitável (...), evitando a lembrança do evento doloroso (Princípio do Prazer - EROS).

Comportamentalismo: Amnésia funcional: caracterizada por falhas de associação e da memória semântica. Condições orgânicas: álcool, blackout, desordem pós-traumática com amnésia do ato criminoso (vítima).

Recordações de detalhes periféricos, mas não centrais do crime.

Síndrome da Falsa Memória: tem interessado a arena judicial como descrição de lembranças de relatos de adultos sobre abuso sexual cometidos contra eles na infância. Inicialmente, esta Síndrome foi fonte de controvérsias judiciais em matéria de natureza civil e não criminal, pois relacionada a falsas memórias surgidas durante o curso de uma terapia (caso). Responsabilização profissional contra psicólogos pela atribuição de “implantação”, em seus clientes, de memórias de abuso sexual na infância.

Fenômeno da Transferência e da Contra-transferência (Psicanálise, FREUD).
Paciente/Cliente: sofre em EROS (AMOR) – Pathos em Eros.
Processo Racional (insight intelectual) x Processo emocioal (insigth afetivo)
Compulsão à repetição (FREUD)
Eterno Retorno (NIETZSCHE)

Síndrome da Falsa Memória, levantada na década de 90, consiste na lembrança de incidentes de abuso sexual, que teria ocorrido na infância e sido esquecido por um período de tempo e somente recuperado pela memória graças à terapia, já na vida adulta. Memórias Reprimidas, memórias recuperadas, memórias adiadas, recalcadas, encobridores, como adequadas aos fatos, mas Falsa Memória a memórias forjadas, fabricadas, no todo ou em parte. Inicialmente por terapeutas, depois por terceiros, geralmente familiares (Síndrome de Alienação Parental).

Síndrome da Falsa Memória não está contemplada nem no CID-10, nem no DSM-IV, manuais de referência mundial em matéria de classificação de alterações mentais. SFM tem sido utilizada também para retirar a credibilidade dos depoimentos, especialmente em relação a grupos “minoritários” (mulheres e crianças). Falsas Memórias são memórias que não são verdadeiras, mas que foram forjadas ou implantadas ou distorcidas por sugestão e consideradas verdadeiras para influenciar o comportamento.

“The eye sees only that which the mind is prepared to comprehend”
(Henri Bergson)

 
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